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Alguém faz RFP para casar?
Imagine o indivíduo que, ao julgar que está na hora de encontrar um par para juntar as escovas de dentes, resolva soltar uma RFP (Request for Proposal) no mercado. Olhos da Ana Paula Arósio, sorriso da Julia Roberts, nariz da Xuxa, pernas da Anna Hickman, quadris da Gisele Bündchen, são algumas exigências do documento no capítulo "características físicas". Isso para não mencionar os demais capítulos.
Que idéia genial! A fórmula de ter para si a melhor cara metade disponível com garantia de ausência de problemas futuros. E quando a planilha cruza todos os pré-requisitos e seleciona a candidata... Surpresa! Tem tudo o que se sonhou e é, na verdade, uma mulher desconjunturada.
Muitos parques de impressão acabam assim: um cenário desconjunturado, ainda que cumpram todas as exigências de uma RFP. Cada projeto de reestruturação da função de impressão tem características peculiares e o resultado final só agrada se houver harmonia. Pernas da Anna Hickman podem não combinar com o quadril da Gisele Bünchen assim como determinada máquina - apesar do baixo custo de aquisição - pode não combinar com um custo por página atraente.
O que fazer, então, quando se quer casar? Afinal, pode-se dizer que um contrato de 24 ou 36 meses de outsourcing de impressão é um casamento, ou quase isso. O caminho é analisar a empresa e sua metodologia que, no conjunto, é a top. Analise com cuidado todas as qualidades e, se possível, coloque-as à prova. Às vezes é necessário namorar várias, mas amor à primeira vista também existe, e dá certo.
A propósito, eu não fiz RFP para casar com a Silvia, com quem completei 25 anos de relacionamento este ano e tive duas filhas. Nós nos conhecemos por intermédio de um amigo.
Carlos Dotta é o Gerente de Pré-Vendas de Outsourcing de Impressão da Tecnoset IT Solutions, especialista em projetos de reestruturação da função de impressão |